O MIT-Portugal Program (MPP) vai continuar por mais cinco anos. Em março, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) assinaram o acordo que lança a Fase 4 do programa, com validade até 2030. A nova fase reforça o compromisso de quase duas décadas de colaboração entre os dois países.
A Fase 4 mantém as áreas de investigação da fase anterior — ciências climáticas, sistemas terrestres, transformação digital na indústria e cidades sustentáveis — mas acrescenta quatro novos domínios: semicondutores/nanotecnologia, energia, inteligência artificial e espaço.
O programa já formou 198 doutorados portugueses e gerou 47 spinoffs empresariais.
A longevidade do programa é um caso raro de colaboração académica transatlântica. Desde o seu início, há 19 anos, o MPP já financiou mais de 220 projetos conjuntos entre o MIT e instituições portuguesas, resultando na formação de 198 doutorados portugueses e na criação de 47 spinoffs empresariais.
Durante a Fase 3, 59 estudantes do MIT e 53 docentes e investigadores visitaram Portugal, enquanto o MIT recebeu 131 estudantes e 49 docentes de universidades portuguesas. A troca regular de talento entre os dois países é um dos pilares do programa.
Uma das componentes mais emblemáticas do programa é a Marine Robotics Summer School, que se realiza anualmente no Faial, Açores. O curso de duas semanas junta 12 alunos de mestrado e doutoramento portugueses com 12 estudantes do MIT para trabalhos práticos em robótica oceânica, aproveitando as condições únicas do Atlântico para investigação marinha.
«Uma das vantagens de um programa que dura há tanto tempo é que nos conhecemos bastante bem», disse Douglas Hart, professor de engenharia mecânica do MIT e codiretor do MPP. «Ao longo dos anos, aprendemos os sistemas, pontos fortes e fracos uns dos outros, e criámos uma sinergia que não existiria se trabalhássemos juntos por pouco tempo.»
Impacto em Portugal
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, afirmou que a parceria «construiu uma base de confiança que fomentou a colaboração entre investigadores e o desenvolvimento de projetos com impacto científico significativo». A presidente do MIT, Sally Kornbluth, sublinhou que «o MPP oferece aos nossos docentes e estudantes oportunidades de trabalhar em ambientes de investigação únicos.»
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