A Universidade de Coimbra anunciou a abertura das candidaturas à 15.ª edição do ARRISCA C, concurso nacional para ideias de negócio com base científica ou tecnológica. A edição tem o nome ARRISCA C 2027 e começa ainda em 2026.
O Regulamento ARRISCA C 2027 foi aprovado pelo reitor da Universidade de Coimbra através do Despacho n.º 215/2026. A edição integra o INOVC+, ecossistema regional dedicado à transferência de conhecimento e tecnologia.
O concurso combina avaliação de propostas, apresentações ao júri e prémios financeiros e em serviços.
Crédito: Esquema conceptual original do Portugal Binário; não é um gráfico oficial do concurso.
Quem pode concorrer
Nas categorias gerais, podem concorrer docentes, investigadores, pessoal técnico, bolseiros e estudantes ou antigos estudantes de instituições de ensino superior portuguesas. Uma equipa tem de incluir pelo menos uma pessoa que cumpra esse vínculo.
As propostas devem visar novos produtos, processos ou serviços e demonstrar originalidade e potencial de viabilidade. A ideia não pode já estar a ser explorada por uma empresa constituída à data da candidatura.
A categoria Inovação Júnior destina-se a alunos do ensino secundário e do ensino técnico-profissional de nível IV, acompanhados por um docente. Nesta categoria, o docente lidera a candidatura e não conta para o limite da equipa; nas restantes equipas com mais de um elemento, o promotor principal tem de ter pelo menos 18 anos.
Cinco categorias para ideias diferentes
- Inovação — ideias de negócio em qualquer área temática.
- Inovação Júnior — propostas de estudantes do secundário e do ensino técnico-profissional.
- Inovação Social — soluções orientadas para criar valor social.
- Inovação Sustentável — propostas ligadas à economia circular, à transição digital e climática ou à mobilidade suave.
- Inovação em Cultura, Turismo e Património — propostas tecnológicas para estes setores.
As áreas elegíveis incluem recursos naturais e bioeconomia, materiais e tecnologias de produção, tecnologias digitais e espaço, energia e clima, saúde e bem-estar, e cultura, criatividade e turismo.
| Prazo de candidatura | até 18 de dezembro de 2026, às 23h59 |
|---|---|
| Máximo por equipa | 5 elementos; na Júnior, o docente não conta para o limite |
| Promotor principal de equipa com vários elementos | pelo menos 18 anos |
| Semifinal | 3 de fevereiro de 2027; até 8 propostas por categoria |
| Final | 24 de fevereiro de 2027; 15 equipas finalistas |
| Prémios nas quatro categorias gerais | 2 500 €, 1 250 € e 500 € |
| Prémios na categoria Júnior | 750 €, 500 € e 250 € |
| Histórico | 14 edições, 1 416 projetos e 235 prémios pecuniários, no valor total de 1 172 848 € |
Como são escolhidos os projetos
Uma comissão técnica verifica primeiro a elegibilidade; depois, um júri avalia as candidaturas segundo critérios como inovação, impacto, maturidade, parcerias e adequação da equipa. As propostas selecionadas passam a apresentações presenciais em formato de pitch.
Além dos prémios monetários, os vencedores podem receber serviços de incubação, mentoria, consultoria, formação e apoio na preparação de planos de negócio. Os apoios concretos dependem das entidades parceiras e das condições do concurso.
A edição é promovida por 22 entidades do INOVC+, com a Universidade de Coimbra como líder, e tem apoio da Fundação Santander Portugal. O projeto regional é cofinanciado pelo programa CENTRO 2030 através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
A página principal do ARRISCA C ainda indica 14 edições nos seus dados históricos, mas a ligação de candidatura abre um formulário identificado como sendo da 15.ª edição. O regulamento assinado pela Universidade de Coimbra fixa o calendário e as condições aplicáveis a esta edição.
O prémio pode ajudar a desenvolver uma ideia, mas não garante que esta venha a tornar-se uma startup ou spin-off. Essa passagem depende do trabalho posterior das equipas e da viabilidade de cada projeto.
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