Corredor entre filas de racks do supercomputador JUPITER, no centro de dados de Jülich.

Racks do JUPITER, na Alemanha. Foto contextual; não mostra o Rhea1 nem o M100. Forschungszentrum Jülich / Sascha Kreklau.

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SiPearl e Egis unem esforços no M100 e preparam o futuro Rhea2

A plataforma de CPU Mobius100 está a ser desenvolvida em conjunto pela Alcor Micro, subsidiária da Egis Group, e pela SiPearl. A empresa europeia pretende usar a arquitectura do M100 como base para o seu processador Rhea2, destinado a computação de alto desempenho (HPC), inteligência artificial e centros de dados.

Uma plataforma comum para o M100

SiPearl e Egis Group assinaram em Taipei, a 22 de outubro, acordos estratégicos de cooperação e investimento. Um dos objectivos é desenvolver a plataforma de CPU servidor Mobius100 (M100) e procurar oportunidades comerciais em HPC, inteligência artificial e centros de dados. O anúncio identifica a Egis como grupo sediado em Taipei e a SiPearl como designer europeia de processadores de alto desempenho.

O trabalho de desenvolvimento do M100 junta a Alcor Micro, subsidiária da Egis, à SiPearl. A plataforma assenta na arquitectura Arm Neoverse V3 CSS V3 e foi concebida para sistemas servidores. Esta plataforma deverá servir de base arquitectónica ao Rhea2, o processador de segunda geração da SiPearl.

A abordagem por chiplets combina dies — blocos de silício separados — no mesmo encapsulamento. A Arm apresenta a CSS V3 como uma arquitectura com suporte nativo a chiplets e ligações die-to-die, uma base modular que permite aos parceiros integrar diferentes componentes e aceleradores em sistemas próprios. No caso do M100, a nota da SiPearl indica um encapsulamento com dois dies.

TecnologiaArm Neoverse V3 CSS V3; processo N3P da TSMC
Núcleos140 no total, incluindo 12 redundantes
MemóriaDDR5-12800 MRDIMM
Interligaçãooito interfaces UCIe 2.0-S
Esquema editorial da relação entre a plataforma M100, desenvolvida em conjunto, e o Rhea2, processador da SiPearl.

Esquema original do Portugal Binário, baseado no comunicado da SiPearl; não representa o aspecto físico do chip. As datas são alvos indicativos e o Rhea2 não tem data concreta anunciada.

Da primeira geração à próxima

A SiPearl aponta para amostras de engenharia do M100 em 2027 e para produção em volume no segundo semestre de 2028. A empresa condiciona estes marcos à evolução do produto, à validação e às necessidades dos clientes. O comunicado prevê o lançamento do Rhea2 pouco depois, sem indicar uma data própria.

O Rhea2 prolonga a linha iniciada com o Rhea1, a primeira CPU da SiPearl. Segundo a empresa, as primeiras amostras do Rhea1 já foram entregues à Bull para integração no supercomputador JUPITER, e outras seguiram para a HPE no projecto OpenCUBE. O tema dessa integração foi acompanhado pelo Portugal Binário em setembro.

A Egis está também a desenvolver um marketplace de chiplets baseado em UCIe, com funções como entrada/saída, processamento, conectividade e segurança. A empresa diz que a plataforma deverá facilitar a exploração de combinações entre componentes para aplicações de IA, HPC e centros de dados. SiPearl e Egis afirmam ainda que vão estudar futuras plataformas de CPU.

Os acordos incluem investimento, mas a nota não divulga o montante nem detalha os termos financeiros. O anúncio aproxima assim o trabalho de desenho de CPU da SiPearl da experiência da Alcor Micro em chiplets e do ecossistema que a Egis está a construir.

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