A ForestSphere, projeto que procura criar um gémeo digital para acompanhar a saúde das florestas e avaliar o risco de incêndio, venceu o Prémio de Inovação J. Norberto Pires da Universidade de Coimbra (UC). A distinção foi anunciada hoje pela Assessoria de Imprensa da universidade, numa nota enviada por email ao Portugal Binário.
A UC atribuiu o prémio a Domingos Xavier Viegas, Carlos Viegas e Luís Cordeiro. A entrega decorreu a 21 de outubro, durante a conferência F!Next 2026, na Figueira da Foz, segundo a mesma nota.
Uma representação digital da floresta
Um gémeo digital é uma representação informática de um sistema real que pode ser atualizada com dados e usada para explorar diferentes cenários. No caso da ForestSphere, o objeto de estudo são as florestas e as condições que influenciam o risco de incêndio.
A página do Instituto de Sistemas e Robótica da UC descreve uma arquitetura que combina dados de vários tipos e escalas, recolhidos por sensores. O projeto prevê atualizar o modelo à medida que chegam novos dados e produzir mapas florestais de alta resolução.
Entre os objetivos publicados estão a análise preditiva de incêndios com inteligência artificial e a criação de ferramentas de apoio à decisão para equipas de combate e responsáveis pela gestão florestal.
Esquema editorial dos objetivos publicados do projeto; não é uma captura da plataforma ForestSphere.
Crédito: Esquema original do Portugal Binário, a partir da página institucional do projeto.
O modelo permite relacionar a observação do terreno com análises e simulações. O desenho acima resume a sequência descrita pelo projeto, sem representar a interface ou a arquitetura técnica efetivamente instalada.
Simular para apoiar as equipas no terreno
Na nota enviada à imprensa, a UC refere também o IMFire, um simulador de fogo e fumo integrado na abordagem. As simulações permitem estudar a evolução possível de um incêndio em diferentes condições e acrescentam um instrumento de análise aos dados de monitorização.
A equipa apresenta a ForestSphere como uma ferramenta de apoio: a informação pode ajudar a comparar cenários e preparar respostas, enquanto as decisões continuam a caber aos profissionais responsáveis no terreno.
Reconhecimento da Universidade de Coimbra
A ficha do portal Territórios Inteligentes associa o projeto ao Plano de Recuperação e Resiliência e identifica entidades de investigação, empresas e organismos públicos entre os participantes, incluindo o Instituto de Sistemas e Robótica, a ADAI e a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
A página do Instituto de Sistemas e Robótica indica um período de execução entre março de 2025 e agosto de 2026 e lista a Fundação para a Ciência e a Tecnologia como entidade financiadora.
O regulamento da UC estabelece uma recompensa de 6 000 euros para o Prémio de Inovação J. Norberto Pires, que distingue iniciativas inovadoras ligadas à comunidade académica da universidade.
O prémio põe em evidência uma proposta que liga observação do território, simulação e apoio às equipas que planeiam a gestão florestal e a resposta a incêndios.
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