Esquema de dados Brotli malformados a passar por um descodificador vulnerável e a causar falha ou acesso indevido à memória.

Esquema original Portugal Binário, baseado no aviso do Node.js.

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Falha no Brotli afeta Node.js e outros programas; CISA alerta para exploração

Uma falha no descodificador Brotli, usado para descomprimir dados, pode permitir que uma aplicação vulnerável bloqueie, exponha informação da memória ou, em determinadas condições, execute código de um atacante. A agência norte-americana de cibersegurança CISA incluiu a vulnerabilidade, identificada como CVE-2026-111497, no catálogo de falhas exploradas a 27 de outubro.

A falha ficou conhecida como Node2Shell porque foi identificada no ambiente Node.js, utilizado em servidores e aplicações JavaScript. Mas o problema está na biblioteca Brotli e também pode afetar outros produtos que integrem uma versão vulnerável.

Quando existe exposição

O risco depende de a aplicação descomprimir dados Brotli controlados por terceiros. O aviso do Node.js explica que uma sequência especialmente preparada pode provocar uma escrita fora da área de memória prevista. A consequência pode ser uma interrupção do processo, divulgação de memória ou execução de código; instalar um produto afetado não significa, por si só, que todas as aplicações estejam expostas da mesma forma.

Brotli é uma tecnologia de compressão que reduz o tamanho dos dados transferidos. O problema descrito está na descompressão de dados recebidos, pelo que importa identificar os percursos concretos da aplicação e as bibliotecas efetivamente utilizadas.

Atualizações disponíveis

O projeto Node.js lançou correções a 21 de outubro nas versões 22.23.4, 24.22.1 e 26.12.1. As equipas devem verificar a versão e as dependências, aplicar a atualização apropriada e voltar a colocar as aplicações em funcionamento com a versão corrigida. Imagens de contentores e aplicações que incluam o runtime precisam igualmente de ser atualizadas e redistribuídas.

A biblioteca Brotli também tem uma versão corrigida, 1.2.1. A Microsoft publicou correções para versões afetadas do .NET e esclarece que a exposição depende da configuração ou da utilização das respetivas funções de descompressão. A correção de um componente não atualiza necessariamente outras cópias incorporadas em programas diferentes.

A inclusão no catálogo da CISA significa que a agência identificou exploração da vulnerabilidade. A entrada não descreve os ataques nem permite concluir que todos os sistemas vulneráveis tenham sido comprometidos. O prazo de 10 de novembro indicado pela agência aplica-se às orientações dirigidas às entidades federais norte-americanas; não é um prazo legal português.

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