A Europa deu um passo gigante na corrida espacial. O novo foguete reutilizável europeu completou com sucesso o seu primeiro voo de teste, numa operação que durou cerca de 15 minutos e que foi acompanhada em direto por milhares de entusiastas espalhados por todo o continente. Um momento histórico que coloca a Europa no mapa dos lançadores reutilizáveis.
O lançamento, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, correu dentro do previsto. O foguete atingiu a altitude de 150 quilómetros antes de iniciar a manobra de reentrada e aterragem vertical, considerada a parte mais crítica e arriscada de toda a missão. A descida foi controlada com recurso a propulsores de precisão, num exercício de engenharia que impressionou até os especialistas mais céticos.
O foguete aterrou a poucos metros do ponto previsto.
Um marco histórico para a autonomia europeia
A aterragem foi um sucesso absoluto, com o foguete a tocar o solo a poucos metros do ponto previsto, numa demonstração impressionante de precisão e controlo. Este feito coloca a Europa num grupo muito restrito de nações com capacidade de lançamento reutilizável, algo que até agora estava limitado aos Estados Unidos (com a SpaceX) e à China.
A reutilização de foguetes é fundamental para reduzir os custos de acesso ao espaço. Enquanto um foguete tradicional é usado uma única vez, um foguete reutilizável pode ser recuperado e lançado novamente, reduzindo o custo por lançamento em até 80 por cento. Isto abre portas a missões que antes eram economicamente inviáveis, como constelações de satélites para monitorização climática e internet global.
Comparativa de custos: foguetes reutilizáveis vs tradicionais.
A ESA planeia agora uma série de voos de teste adicionais antes de declarar o sistema operacional. Se tudo correr bem, os primeiros lançamentos comerciais poderão acontecer já no próximo ano, reduzindo a dependência europeia de empresas privadas estrangeiras, como a SpaceX, para colocar satélites em órbita. Para Portugal, isto pode significar novas oportunidades no sector espacial emergente, com empresas nacionais já a prepararem-se para a cadeia de fornecimento.
O foguete, que tem 45 metros de altura e pesa 220 toneladas na descolagem, consegue colocar 8 toneladas em órbita baixa terrestre (LEO). A primeira fase é equipada com 7 motores Prometheus que queimam metano líquido e oxigénio líquido, gerando um empuxo total de 980 toneladas.
A aterragem vertical utilizou um sistema de navegação por GPS diferencial combinado com LiDAR de alta precisão, conseguindo um desvio de apenas 30 centímetros em relação ao centro da plataforma de aterragem. O custo estimado por lançamento, após a certificação operacional, será de 35 milhões de euros — uma redução de 70 por cento face aos foguetes descartáveis europeus atuais.
O foguete de 45 m e 220 toneladas usa 7 motores Prometheus a metano líquido e LOX, gerando 980 toneladas de empuxo. A aterragem vertical atingiu precisão de 30 cm com GPS diferencial e LiDAR. O custo por lançamento será de 35 milhões de euros, contra 120 milhões do Ariane 6 descartável. Capacidade de carga: 8 toneladas para LEO.
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