Duas empresas europeias de fibra estão a estudar novas ligações submarinas entre Dublin e o Reino Unido. A Exa apresentou à autoridade marítima irlandesa MARA um pedido para o cabo Eliza North, enquanto a euNetworks apresentou separadamente um processo para o Eliza South.
Esquema editorial para explicar a ligação geográfica entre Dublin e o Reino Unido. Não representa a rota oficial nem confirma os pontos de aterragem dos projectos Eliza.
Dois nomes, dois processos separados
Segundo a informação disponível, a Exa propõe o Eliza North, com uma ligação que poderá sair da zona de Robswalls/Portmarnock, no condado de Dublin, em direcção à costa oeste do Reino Unido. A euNetworks apresentou o Eliza South como um processo separado. Os detalhes públicos dos dois pedidos ainda são limitados.
Esta distinção é importante: não se trata, nesta fase, de um único projecto conjunto nem de dois cabos já em construção. São duas intenções de desenvolvimento comunicadas por operadores diferentes e sujeitas às respectivas autorizações marítimas e ambientais.
A Internet entre a Irlanda e a Europa passa pelo fundo do mar
As ligações internacionais de fibra óptica dependem sobretudo de cabos submarinos. Quando chegam à costa, ligam-se a estações de aterragem e depois a redes terrestres que encaminham o tráfego para centros de dados, operadores e pontos de troca de Internet.
A euNetworks já opera o Rockabill, um cabo submarino de 224 quilómetros entre a Irlanda e o Reino Unido, integrado numa rede de mais de mil quilómetros de fibra no Reino Unido e na Irlanda. Os novos processos surgem, por isso, num corredor onde a conectividade e a diversidade de rotas já são activos estratégicos.
Mais redundância, mas ainda sem obra no mar
Rotas adicionais podem reduzir a dependência de um único trajecto e oferecer alternativas quando há avarias, manutenção ou congestionamento. Isso é especialmente importante para Dublin, que concentra empresas tecnológicas, serviços cloud e centros de dados ligados ao resto da Europa.
Mas uma candidatura não é uma ligação activa. Antes de falar em nova capacidade disponível, será necessário conhecer as decisões da MARA, os pontos de aterragem, o traçado definitivo, o financiamento, o navio de instalação e a data de entrada em serviço. Nesta fase, a notícia é sobre a corrida para obter autorização e reservar novas rotas — não sobre cabos já colocados.
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