A Microsoft apresentou hoje o Windows 12, a maior reformulação do seu sistema operativo desde o lançamento do Windows 11 em 2021. Esta não é apenas mais uma atualização — é uma reinvenção completa da experiência Windows, com uma interface que abandona definitivamente o legado das versões anteriores e que coloca a inteligência artificial no centro de tudo.
O Menu Iniciar foi redesenhado de raiz, com uma grelha de aplicações flutuante e widgets dinâmicos que ocupam o ecrã inteiro. A barra de tarefas é agora totalmente personalizável e o Explorador de Ficheiros ganhou uma interface com separadores e integração direta com o Copilot, o assistente de IA da Microsoft que agora está presente em todas as aplicações do sistema para ajudar na pesquisa, organização e automação de tarefas.
O Windows 12 traz o maior redesign desde o Windows 11.
Requisitos mínimos e polémica à vista
Nem tudo são boas notícias. O Windows 12 exige um processador com NPU (unidade de processamento neuronal) para funcionar na plenitude, o que deixa de fora praticamente todos os computadores lançados antes de 2024. A Microsoft estima que cerca de 300 milhões de computadores não poderão fazer a atualização, o que tem gerado críticas de ambientalistas e associações de consumidores que alertam para o lixo eletrónico que esta decisão vai gerar.
Cerca de 300 milhões de PCs sem NPU ficam excluídos.
A atualização gratuita para utilizadores do Windows 11 começa hoje de forma faseada. Quem ainda usa Windows 10 terá de fazer uma instalação limpa, e a Microsoft recomenda a compra de um computador novo para aproveitar todas as funcionalidades. O suporte ao Windows 10 termina finalmente em outubro deste ano, pelo que mais cedo ou mais tarde, a migração vai ter de acontecer — com ou sem carteira para um PC novo.
O Windows 12 (build 26200) consome 30% menos RAM que o Windows 11 em idle (1.2 GB vs 1.7 GB). A NPU dedicada (Qualcomm Hexagon ou Intel AI Boost) liberta 40 TOPS para tarefas de IA local. A atualização gratuita está disponível para Windows 10 e 11. Cerca de 300 milhões de PCs sem NPU ficam excluídos, gerando potencialmente 150 mil toneladas de lixo eletrónico.
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