Base lunar futurista na superfície da Lua
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Europa anuncia planos para base lunar permanente até 2030

A Lua voltou a estar na mira da humanidade. Depois das missões Apollo, que levaram 12 homens ao solo lunar entre 1969 e 1972, o satélite natural da Terra está novamente no centro das atenções. Mas desta vez não se trata de plantar uma bandeira e voltar para casa. A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou planos para construir uma base permanente na Lua até 2030, com capacidade para albergar até 12 astronautas em rotação contínua.

O projeto, batizado de 'Moon Village', prevê a construção de módulos habitáveis impressos em 3D com rególito lunar — o próprio solo da Lua — usando uma tecnologia desenvolvida por uma empresa portuguesa que venceu um concurso da ESA. Os módulos serão protegidos da radiação cósmica por uma camada de 2 metros de espessura do material lunar, eliminando a necessidade de transportar materiais de blindagem da Terra, o que reduz drasticamente os custos da missão.

Conceito base lunar

A ESA planeia uma base lunar permanente até 2030.

Portugal na linha da frente da exploração espacial

O envolvimento português não se fica pela impressão 3D. Empresas nacionais como a CEiiA, de Matosinhos, e a Tekever, de Lisboa, estão a desenvolver sistemas de navegação autónoma para os veículos lunares e drones de exploração que farão o reconhecimento do terreno. Portugal vai também fornecer sistemas de comunicações laser para a base, garantindo ligações de alta velocidade entre a Lua e a Terra em tempo real.

Gráfico cronograma base lunar

Cronograma do projeto Moon Village: primeira fase robótica em 2028, habitação em 2030.

O orçamento total do projeto está estimado em 15 mil milhões de euros, financiados por uma parceria público-privada que inclui a ESA, a Comissão Europeia e empresas como a Airbus, a Thales e a startup portuguesa SpaceWay. A primeira fase, com o envio de módulos robóticos para a superfície lunar, está prevista para 2028, e a habitação permanente deverá começar em 2030 com a chegada dos primeiros astronautas europeus.

Os críticos apontam que o projeto é demasiado ambicioso e que os prazos são irrealistas, especialmente tendo em conta o histórico de atrasos em programas espaciais europeus. Mas a ESA está confiante. A corrida à Lua já começou — os Estados Unidos, a China e a Rússia também têm planos para bases lunares — e a Europa não quer ficar para trás. Se tudo correr bem, daqui a quatro anos Portugal terá tecnologia e cientistas na superfície da Lua.

Com um orçamento de 14.7 mil milhões de euros e 23 parceiros industriais de 12 países europeus, o Moon Village da ESA prevê uma capacidade de geração de energia de 120 kW através de painéis solares de filme fino, suporte de vida para 12 astronautas com ciclos de 6 meses e um sistema de comunicação laser Terra-Lua com débito de 10 Gbps.

Fonte: Euronews · 21 MAI 2026

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