Se os carros elétricos a bateria dominam as manchetes, o hidrogénio prepara o seu regresso em força. A União Europeia aprovou um pacote de 3,5 mil milhões de euros para criar uma rede de 500 postos de abastecimento de hidrogénio verde nas principais autoestradas, com distância máxima de 150 km entre postos.
Em Portugal estão previstos 15 postos, distribuídos ao longo do litoral e do interior, com ligação à rede espanhola. O hidrogénio será produzido localmente por eletrólise da água usando energia solar e eólica. Os modelos disponíveis na Europa são o Hyundai Nexo, o Toyota Mirai e o BMW iX5 Hydrogen (ainda em testes), com preços acima dos 65 mil euros.
O Hyundai Nexo e o Toyota Mirai são os principais modelos a hidrogénio na Europa.
Vantagens e desvantagens face aos elétricos
A grande vantagem do hidrogénio é o abastecimento em cinco minutos, contra 20 a 40 minutos dos carregadores rápidos. A desvantagem é a eficiência: do poço à roda, um elétrico aproveita 70 por cento da energia, enquanto o hidrogénio aproveita apenas 30 a 35 por cento. O custo por 100 km é de 8 a 10 euros no hidrogénio, contra 3 a 5 euros num elétrico.
Eficiência energética: elétrico a bateria (70%) vs hidrogénio (35%).
Com a escala e o investimento europeu, o preço do hidrogénio pode cair para metade até 2030, tornando-o competitivo para frotas e longas distâncias. O hidrogénio é particularmente interessante para veículos pesados e transportes públicos, onde os tempos de carregamento e a autonomia são críticos. A CaetanoBus já produz autocarros a hidrogénio em Portugal.
Com estas novidades, o setor continua a evoluir rapidamente, prometendo impactos significativos na vida dos consumidores e profissionais. A expectativa é que as próximas semanas tragam ainda mais desenvolvimentos interessantes, consolidando as tendências que marcam o panorama tecnológico atual.
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