Investigadores encontraram microplásticos na neve recente de vários pontos da Sierra Nevada, na Califórnia, incluindo locais afastados a que a equipa chegou de esquis. O estudo mediu a deposição das partículas durante episódios de neve, mas não avaliou os seus efeitos na saúde nem a quantidade que chega à água potável.
A equipa da Universidade da Califórnia em Riverside estudou sete locais e analisou a composição das partículas. Para distinguir plásticos de materiais como solo ou plantas, os investigadores usaram luz infravermelha para comparar a assinatura química das amostras com uma biblioteca de referência.
Nos locais remotos, durante as tempestades estudadas, a neve depositou aproximadamente 270 a 3.200 partículas de plástico por metro quadrado e por dia, segundo a universidade. Numa zona de esqui de Mammoth Mountain, os valores reportados foram mais elevados. A presença de atividade humana nas proximidades e diferenças na quantidade de neve são explicações possíveis, não causas comprovadas.
Entre os materiais identificados estão polietileno, polipropileno e poliéster, usados em produtos como embalagens e vestuário. As partículas podem ser transportadas pelo ar e capturadas pelos flocos de neve antes de chegarem ao solo.
Os investigadores também analisaram trajetórias das massas de ar associadas às tempestades. Os modelos sugerem que regiões a montante podem contribuir para a deposição, mas não identificam as fontes exatas nem excluem origens mais distantes.
Já havia estudos que tinham encontrado microplásticos na neve do oeste da América do Norte. A contribuição deste trabalho é medir a deposição associada a episódios de neve específicos, ajudando a perceber como as partículas chegam às montanhas.
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