Automóvel compacto vermelho visto de três quartos frontal sobre fundo branco de estúdio: linha de luzes dianteiras em matriz de pontos atravessa toda a frente, ópticas pretas, jantes pretas de cinco raios, tejadilho escurecido e logótipo da Hyundai ao centro da frente. Matrícula alemã de veículo eléctrico — É a versão N Line, de acabamento desportivo; a versão de entrada do preço anunciado é a Trend.

AutoGids / Wikimedia Commons — CC BY 3.0

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Hyundai IONIQ 3: 33.500 € anunciados, 35.028 € com despesas

A Hyundai anunciou a 16 de outubro que o IONIQ 3 já está à venda em Portugal. É um compacto de cinco portas 100% elétrico, com duas baterias — 42,2 kWh e 61 kWh — e uma gama que a marca descreve em três famílias: Trend, Select e N Line.

O comunicado abre com «preços a partir de 33.500 euros». Esse valor tem asterisco, e a nota de rodapé do próprio documento diz o que ele exclui: «acresce despesas de legalização e pintura metalizada».

Três números para o mesmo carro

Anúncio da marcaa partir de 33.500 €
Excluidespesas de legalização e pintura metalizada
PVP na página de campanha35.028,36 €
Incluilegalização, transporte e pintura metalizada especial
PVP no exemplo de financiamento34.910,30 € (acresce IUC)
Diferença entre 33.500 € e 35.028,36 €1.528,36 €
Campanhaválida até 31 de dezembro de 2026, limitada ao stock existente

Não é uma contradição da marca: são coisas diferentes com o mesmo nome. Em Portugal, o preço anunciado nas campanhas costuma ser o valor antes de despesas administrativas e de transporte; o PVP é o que inclui essas parcelas. A diferença de 1.528,36 euros entre os dois números é exactamente isso — não é um desconto nem um erro.

A mesma página de campanha mostra ainda um terceiro valor: no exemplo de financiamento, o PVP indicado é de 34.910,30 euros, com a nota «acresce IUC». Quem chega ao concessionário encontra, por isso, números que variam com a campanha e com o que cada um inclui.

O que o carro é

A versão Standard Range usa bateria de 42,2 kWh e a Long Range de 61 kWh. Em carregamento rápido, a marca indica dos 10 aos 80% em cerca de 29 minutos na Standard Range e 30 minutos na Long Range, em condições ideais. Em corrente alternada, até 11 kW.

O interior segue a linguagem dos elétricos recentes da marca: um ecrã central grande e vertical, painel digital à frente do condutor e uma consola com dois porta-copos. O consumo anunciado é de 14,4 kWh/100 km, com zero emissões em ciclo combinado.

Interior de um automóvel visto do lugar do condutor: volante de três raios com logótipo N ao centro, ecrã central vertical com um mapa de navegação, painel digital estreito atrás do volante, linha vermelha a atravessar o tabliê e consola central com dois porta-copos.

O interior da versão N Line do IONIQ 3 para a Europa: ecrã central vertical com navegação, painel digital estreito e a linha vermelha que distingue a versão desportiva. A fotografia mostra o N Line — a versão de entrada Trend tem acabamento diferente.

Crédito: AutoGids / Wikimedia Commons — CC BY 3.0

A autonomia: 687 km é ciclo urbano

O número que circula nas notícias é 687 km. O comunicado da Hyundai explica-o em duas partes: a versão Long Range «ultrapassa os 497 km de autonomia combinada, podendo atingir 687 km em ciclo urbano». A Standard Range tem «autonomia WLTP prevista superior a 344 km».

Nas páginas de produto, o mesmo número aparece sozinho, como «até 687 km de autonomia», sem indicação do ciclo. O concessionário oficial Caetano apresenta-o de outra forma: até 484 km em ciclo WLTP e até 687 km em ciclo urbano.

Os 687 km são uma medição urbana. O valor combinado que a marca indica para a versão de maior bateria é superior a 497 km — e há fontes oficiais a citar 484 km para a mesma gama.

A distinção importa porque os dois ciclos medem coisas diferentes: o combinado mistura cidade, estrada e autoestrada; o urbano mede só percursos citadinos, com velocidades baixas e travagens frequentes, onde a recuperação de energia ajuda mais. É o combinado que se aproxima do uso real fora da cidade.

Feito em İzmit, pensado para a Europa

O IONIQ 3 é produzido em İzmit, na Turquia, na fábrica da Hyundai Motor Türkiye. Segundo a própria empresa, é o primeiro veículo elétrico ali montado — um marco na estratégia de eletrificação do grupo na Europa. A marca diz que o modelo foi desenvolvido para os condutores europeus.

A marca anuncia sete anos de garantia sem limite de quilómetros. A campanha em curso, válida até 31 de dezembro e limitada ao stock existente nos concessionários aderentes, apresenta uma mensalidade desde 279 euros, com TAEG de 8,1%.

O que continua por confirmar

Os nomes das versões não coincidem entre fontes oficiais: o comunicado da marca fala em Trend, Select e N Line; a página do concessionário Caetano fala em Trend, Prime e N Line Evo. Com o que está publicado, não é possível dizer se são nomes diferentes para as mesmas versões ou versões distintas.

Também não há datas de entrega publicadas. O que existe é a indicação de que o modelo está disponível e que a campanha de preço depende do stock. Quem estiver a decidir deve pedir ao concessionário o preço-chave-na-mão por versão, com IUC e despesas discriminadas.

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