A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) surge associada a 77 investigadores distintos na edição mais recente da lista internacional de cientistas com elevado impacto de citações, segundo uma comunicação de imprensa da própria faculdade.
Duas janelas de citações
A tabela anual considera as citações recebidas durante 2025. A tabela de carreira agrega indicadores até ao fim desse ano. A contagem divulgada pela FCTUC identifica investigadores nas duas categorias; por isso, os grupos não devem ser somados como se fossem pessoas diferentes.
| FCTUC — lista anual, citações recebidas em 2025 | 62 investigadores |
|---|---|
| FCTUC — impacto ao longo da carreira | 46 investigadores |
| Presentes nas duas categorias | 31 investigadores |
| Universidade de Coimbra — lista anual | 111 investigadores |
| Universidade de Coimbra — impacto de carreira | 72 investigadores |
Como funciona a lista dos 2%
A base chama-se Updated science-wide author databases of standardized citation indicators. A edição 9 foi publicada a 7 de outubro de 2026 e usa um retrato dos perfis Scopus recolhido em 1 de agosto desse ano. Assim, “2025” designa o período das citações analisadas, não o ano em que esta edição foi publicada.
A designação corrente “World’s Top 2% Scientists” resume uma seleção bibliométrica com dois critérios: estar entre os 100 mil primeiros no c-score global, ou atingir o limiar dos 2% no respetivo subcampo científico. A primeira via usa uma classificação global; a segunda compara o investigador dentro de um subcampo.
O c-score combina vários indicadores de citações e informação sobre coautoria e posição do investigador nos artigos. A metodologia foi descrita por John P. A. Ioannidis, Kevin W. Boyack e Jeroen Baas num artigo da revista PLOS Biology.
Um indicador, não uma nota global
A presença na lista indica um nível elevado segundo estes indicadores de citações. Não equivale a uma avaliação completa da qualidade, originalidade ou utilidade social da investigação. Os próprios autores da base alertam para os limites das métricas e desaconselham tratá-las como prova absoluta de excelência.
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