Ambiente de trabalho do Ubuntu com fundo roxo e o contorno de uma raia estilizada, barra lateral de aplicações à esquerda e ícones no canto inferior direito

Captura de ecrã: Canonical, Ubuntu 25.10 (Wikimedia Commons, GPL) — versão anterior à 26.10, que ainda não tem captura livre.

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Ubuntu 26.10 sai hoje com o kernel 7.3 ainda em «release candidate»

A Canonical lançou hoje o Ubuntu 26.10, de nome «Stonking Stingray». É uma versão interina, com nove meses de suporte — até Julho de 2027 —, e não uma LTS: quem precisa de estabilidade de longo prazo fica na 26.04.

O detalhe mais interessante está no kernel. As notas de lançamento dizem que a 26.10 traz o Linux 7.3, mas explicam logo a seguir que, como a versão final do 7.3 chega depois do lançamento, o kernel incluído nas imagens — 7.3.0-9.9 — é baseado na 7.3-rc6, uma candidata a lançamento.

VersãoUbuntu 26.10 «Stonking Stingray»
Lançamento15 de Outubro de 2026
Suportenove meses, até Julho de 2027
KernelLinux 7.3 — imagens de lançamento 7.3.0-9.9, baseadas em 7.3-rc6 (a versão final do 7.3 sai depois da data de lançamento)
AmbienteGNOME 51
CriptografiaOpenSSL 4 (inclui Encrypted Client Hello e trabalho contínuo em criptografia pós-quântica)
OutrosApp Center com vista unificada de pacotes Snap e Debian; Valkey 9.1.2

A segurança como argumento comercial

A Canonical datou a discussão de segurança antes do lançamento, a 6 de Outubro, com um argumento que raramente aparece escrito por quem vende sistemas operativos: «chega a um momento em que as ferramentas de IA estão a acelerar a descoberta de vulnerabilidades».

A conclusão da empresa é que «corrigir mais depressa é essencial, mas a resiliência do sistema operativo tem de limitar o que um atacante consegue fazer antes de existir uma correcção». Ou seja: assume-se que vão existir falhas sem correcção disponível, e prepara-se o sistema para esse intervalo.

Na prática, isso traduz-se em medidas concretas descritas no mesmo texto: retirar componentes não usados do GRUB assinado, o programa que arranca o sistema; passar utilitários centrais para Rust; verificar a revogação de certificados no curl; manter os controlos do AppArmor a funcionar com o dbus-broker; e alargar a cifra de disco suportada por TPM a mais máquinas.

A 26.10 leva ao extremo uma ideia incómoda: se o número de falhas descobertas cresce mais depressa do que a capacidade de as corrigir, a defesa deixa de estar na data do próximo patch e passa a estar naquilo que o sistema impede por omissão.

Quem deve actualizar

As versões interinas do Ubuntu são bancos de ensaio de nove meses para o que entrará na próxima LTS. Trazem o ambiente mais recente — a 26.10 tem a antecipação do GNOME 51 — e são adequadas a quem quer testar ou a quem vive no ciclo de seis meses.

Para servidores e para uso profissional, a recomendação habitual da própria Canonical mantém-se: ficar na LTS. A 26.10 deixa de receber actualizações em Julho de 2027, sete meses antes de a próxima versão interina ser substituída.

Fica um dado a confirmar nos próximos dias: no momento de fecho desta peça, a página pública de imagens de instalação ainda servia ficheiros identificados como beta, apesar de o ficheiro que os sistemas consultam para actualizar já anunciar a 26.10. Quem for instalar hoje deve confirmar os ficheiros na página oficial antes de descarregar.

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